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Obesidade e o Covid


Este tema de alimentação, obesidade e COVID era um tema que já há algum tempo queria abordar.
Queria-vos trazer conhecimento cientifico acerca deste tema. Pois antes de se falar de COVID, a obesidade já era uma doença considerada epidemia mundial pela OMS. E hoje tornou-se uma comorbidade de relevo para doença grave relacionada com COVID-19.
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Na obesidade são muitos os fatores que contribuem para comprometer não só o adequado funcionamento de órgãos, como também favorecem dano no sistema imunológico:


👉🏻Tecido adiposo excessivo,
👉🏻Déficit de massa magra,
👉🏻Resistência à insulina,
👉🏻Dislipidemia,
👉🏻Hipertensão,
👉🏻Altos níveis de citocinas pró-inflamatórias,
👉🏻Baixa ingestão de nutrientes essenciais.
@elseviermedicine

Na infeção por SARS-CoV-2, estas alterações orgânicas causadas pela obesidade podem aumentar a necessidade de assistência ventilatória, risco de tromboembolismo, diminuição da função renal, alterações na resposta imune e perpetuação da resposta inflamatória crônica. No fundo injúrias muito graves a um corpo que já se encontra doente e com a sua capacidade de defesa debelada.

Claro que ,medidas como o confinamento podem perpetuar e agravar a obesidade, razão pela qual nutricionistas como a @nutricionistalillian nos podem ajudar e orientar nas melhores seleções que podemos fazer em casa.

Vamos também perceber como nos podemos ajudar, selecionando a melhor alimentação e encontrando o nosso bem-estar que ao ver-se por fora, só significa equilíbrio por dentro💪🏻.

Língua Covid

L.Í.N.G.U.A. C.O.V.I.D
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Nem todos prestam atenção, mas a língua e o resto da cavidade oral dizem muito sobre a saúde de cada um.
Em 2018 no Você na TV com o Manuel Luís Goucha falamos sobre este tema e foi super interessante.
Hoje resolvi voltar a trazê-lo porque têm surgido artigos científicos a referir um sintoma que ainda é polémico, portanto não é considerado ainda como sintoma de COVID, mas que querem designar como “língua COVID” @medscape.
A língua COVID está a ser descrita no Reino Unido como uma língua descolorada e de maiores dimensões. Mas a cavidade oral não se resume à língua e existe já um estudo espanhol que afirma que 10% dos doentes covid têm alterações na cavidade oral, como ulceras.
Por outro lado, a falta de higiene, o stress, a imunossupressão e a resposta inflamatória secundária à covid são fatores que mais predispõem para estas lesões nesta doença.
A língua covid está em discussão, mas o que realmente sabemos sobre isto @elseviermedicina?


👉🏻 A disgeusia, é uma distorção do paladar e foi o primeiro sintoma oral descrito do COVID.
👉🏻 Manifestações orais incluem: úlceras, erosões, bolhas, vesiculas, pústulas, fissuras ou língua despapilada, maculada, com pápulas, com placas, pigmentada, com necrose, petéquias, edema, eritema, hemorragia espontânea e halitose!
👉🏻 Os locais mais envolvidos são: língua (38%), lábios (26%) e palato (22%).
👉🏻 Semelhante em homens (51%) e em mulheres (49%).

Só aquela dica que devemos mesmo de nos cuidar e tomar atenção a todos os sinais que o corpo nos dá e a língua não deve ficar de fora 👅

Estirpes

Acontece quando uma espécie sofre mutações significativas ou quando novas gerações se adaptam a condições ambientais apresentando novas características que passam aos descendentes formando uma nova estirpe.
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É sabido que os vírus estão em constante mutação e por isso são esperadas novas variantes. Neste momento sabemos que existem 3🦠:
• 🦠 A Inglesa- B.1.1.7- que se transmite mais facilmente (até cerca de 70% vezes mais) todas as outras variantes, uma vez que os infetados apresentam uma carga viral superior. Foi identificada em Setembro de 2020. Inicialmente em Londres, chegou rapidamente a Portugal e já temos cerca de 20000 pessoas infetadas com esta estirpe. Sabemos também que é responsável por cerca de 20% das novas infeções em Lisboa e Vale do Tejo e prevê-se que em três semanas vai afetar 60% do total de infetados em Portugal. Tem uma mortalidade associada à doença grave superior em 30%.
Outra questão interessante desta estirpe, é que no Reino Unido infetou em proporção mais jovens dos 10-19 anos, do que adultos dos 60-69… ⚠️
• 🦠 A do Sul de África chamada B1.351 foi originalmente detetada em Outubro e tem algumas mutações iguais às da Inglesa. Talvez por isso também seja mais agressiva nos jovens. Aliás, o Ministro da Saúde da África do Sul disse que se descobriu esta nova estirpe quando se reparou que havia maior proporção de doentes mais jovens sem co-morbilidades e com doença grave.
Já foi detetado em Portugal um homem com esta estirpe, que viajava da África do Sul.
• 🦠 A Brasileira, a de Manaus, P.1, tem umas mutações adicionais que foram detetadas em dezembro de 2020. Tem duas mutações que a tornam mais perigosa. Uma que a torna 50% mais transmissível e outra que parece defendê-la dos anticorpos que nós já possamos ter, permitindo uma re-infecção como se fosse uma nova infecção (parece que a da África do Sul também tem esta mutação).
Ainda não chegou a Portugal, mas é uma possibilidade a cada dia que passa.
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O melhor mesmo é ficarmos resguardados! Eu por aqui aguardo que se saiba mais sobre as novas estirpes, para vos contar tudo!